O anúncio do racionamento de água em alguns municípios da Grande São Paulo e a possibilidade dos cortes se estenderem à capital são mais alguns motivos de preocupação para os síndicos dos cerca de 30.000 edifícios residenciais da região metropolitana.
O desafio: controlar o desperdício que normalmente prevalece nos apartamentos, contribuindo para elevar a conta do condomínio, que inclui a água consumida nas unidades autônomas, à exceção dos empreendimentos que dispõem de hidrômetros individuais. Hoje, a água representa a segunda maior despesa dos prédios, com impacto médio de 12%, perdendo apenas para a folha de salários e encargos dos funcionários. Segundo levantamento da Lello, empresa líder em administração condominial no Estado de São Paulo, um condomínio padrão, com uma torre e 48 apartamentos, consome, em média, 850 metros cúbicos de água por mês. “Temos insistentemente alertado os síndicos dos condomínios de nossa carteira sobre a necessidade de se conscientizar os moradores quanto ao consumo racional de água nos apartamentos, bem como para medidas que possam evitar desperdícios nas áreas comuns”, afirma o empresário Antonio Pacheco Couto, diretor-superintendente da Lello Condomínios. Em relação ao edifício em geral, é preciso verificar, primeiramente, se está havendo consumo excessivo e se o eventual excesso não decorre de vazamentos nas instalações hidráulicas. Tubulações furadas, válvulas de descargas desreguladas ou torneiras pingando provocam perdas de grandes volumes d’água, com impacto duplo na conta devido à cobrança do esgoto.
Para edifícios com piscinas, é importante providenciar uma cobertura, para evitar evaporação de água. Os funcionários, por sua vez, devem evitar lavar pisos com mangueiras, substituindo-as por vassoura, escovão ou baldes com panos molhados. “Em relação aos apartamentos, o síndico pode e deve distribuir folhetos da Sabesp sobre consumo racional de água, visando à mudança de hábito dos moradores. Até porque economizar água representa não apenas um exemplo de cidadania diante da disponibilidade hídrica do Estado, como também menos despesas para o condomínio”, afirma Angélica Arbex, supervisora de marketing da Lello Condomínios.
Angélica explica, ainda, que a Sabesp não recomenda a perfuração de poços artesianos como fonte alternativa de água para os edifícios, uma vez que o lençol subterrâneo pode estar contaminado com metais pesados e hidrocarbonetos, o que torna a água imprópria para o consumo humano |